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sexta-feira, 22 de março de 2013

UMA VERDADEIRA HISTÓRIA DE CAÇA AO TESOURO


Algumas pessoas, na infância, tiveram a oportunidade de brincar de caça ao tesouro, assim como eu e meus primos. Quando brincávamos, fingíamos ter um mapa que nos levaria a um tesouro escondido. Daí, pegávamos algumas ferramentas e começávamos a “escavar”.  Com certeza, para minha felicidade e a de meus primos e para que nossa brincadeira tivesse sentido, sempre encontrávamos aquilo que estávamos procurando. E se eu dissesse que não eu ou meus primos, mas que Maurizio Seracini encontrou um tesouro perdido de verdade?
 
 Maurizio Seracini é um professor de engenharia e encontrou uma das maiores pinturas de Leonardo Da Vince. A obra estava escondida no interior de uma parede na sede da prefeitura de Florença, Itália.  Trata-se da pintura "A Batalha de Anghiari", a maior pintura, em extensão, que Da Vinci já realizou em sua vida. A largura do mural, por exemplo, é três vezes maior que o da "A Última Ceia".
 
O “mapa” de Seracini foi o que parecia ser uma pista deixada por um artista do século XVI, o qual falava sobre o trabalho de Da Vinci. E suas ferramentas eram lasers, radares, luz ultravioleta e câmeras infravermelhas para ajudar a encontrar tão grandiosa obra.
Assim como eu precisava da ajuda de meus primos para encontrar o “tesouro” perdido.  Seracini também precisou de auxílio de terceiros. Ele liderou uma equipe internacional de cientistas que resultou no mapeamento de cada milímetro da parede e da sala que esta delimitava com ajuda de novas tecnologias.  Assim que conseguiram identificar o possível esconderijo, os pesquisadores desenvolveram aparelhos que detectavam a pintura por meio do disparo de feixes de nêutrons contra a parede. Com o uso de imagens em infravermelho e com o uso de laser para mapear a sala, a equipe de Seracini descobriu onde ficavam as portas e janelas.
 
Maurizio Seracini já estava nessa procura desde os anos 70, mas como a tecnologia da época não lhe permitiu obter resposta clara, ele levou sua carreira adiante e veio a conquistar a fama por conta de  análises científicas de outras obras de arte. Em 2000, ele voltou a Florença e à Câmara dos 500, equipado com novas tecnologias e com o apoio de um novo patrono, Loel Guinness, um filantropo britânico. Depois de tanta espera, finalmente, em 2009, a pintura foi descoberta. Em vista disso, com o êxito em sua inesgotável busca, não é difícil perceber como a tecnologia tem auxiliado a arte. 
 
 
 
A pintura "A Batalha de Anghiari", estava escondida dentro da parede no Palazzo Vecchi, a chamada Câmara dos 500 Foto: The New York Times      


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Por Rosana Diniz Dias
Grupo Aquarela

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